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Este blog não pretende contar uma história, quer contar várias, tantas quantas acontecem e possam ser registradas, à medida que acontecem ou simplesmente surgem na lembrança. O único vínculo entre elas é o lugar onde acontecem, o bairro mais ilustre do Rio de Janeiro: Copacabana.
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27.8.07
Falando em beber Fuçando nos arquivos do meu computador encontrei este registro de uma das festas juninas do bairro Peixoto, um pedacinho de Copacabana que nem parece estar no meio da cidade, um dos melhores locais para se morar na princesinha do mar. Vejam e tirem suas próprias conclusões quanto ao conteúdo das bebidas abaixo. ps: Em breve, o Moro em Copacabana em um novo endereço. e comentários... Já não se fazem mais botecos como antigamente Notícia que saiu hoje no Jornal O Globo, pertinente neste blog, afinal de contas estamos falando de um dos símbolos da boemia: Policiais encontram 185 quilos de alimentos vencidos e sem identificação no Belmonte Publicada em 27/08/2007 às 19h37m Patrícia Sá Rêgo - O Globo Online RIO - Policiais da Delegacia do Consumidor (Decon), com o apoio da Vigilância Sanitária, encontraram 185 quilos de frango, peixe e carne impróprios para o consumo no restaurante Boteco Belmonte, na Rua Jardim Botânico 617, na Zona Sul do Rio, nesta segunda-feira. O frango estava com a data de validade vencida e o peixe e a carne não continham registro de identificação e procedência. De acordo com a médica Zenaide Souza, responsável pelo núcleo de Divulgação e Informação da Vigilância Sanitária, o estabelecimento foi autuado por usar produtos com validade vencida e sem identificação e terá que pagar duas multas no valor total de R$ 1.356,00. Ainda de acordo com a Vigilância Sanitária, o gerente do Belmonte foi preso e os alimentos serão inutilizados. O estabelecimento não foi fechado, porque os alimentos com a validade vencida estavam em um estoque, fora da cozinha. Você costuma visitar a cozinha dos restaurantes que freqüenta? Clique aqui para responder O designer Leonardo Queiroz freqüenta o restaurante do Jardim Botânico há pelo menos dois anos e ficou surpreso ao saber do resultado da operação policial. No último sábado, ele encomendou por telefone uma refeição com carne ao Belmonte. Assustado, pensa no risco que seu filho, de apenas um ano, poderia correr, caso comesse carne estragada. Ele disse ainda que não irá tão cedo ao estabelecimento. - Não pretendo comer lá por enquanto, até que essa história seja esclarecida. De repente, viro até vegetariano - disse o designer. Por meio de e-mail, a assessoria de imprensa da rede Belmonte informou que divulgará uma nota oficial sobre o caso nesta terça-feira: "Uma apuração interna sobre os fatos ocorridos nesta segunda-feira, na filial do boteco Belmonte do Jardim Botânico, está em andamento. Nesta terça-feira, uma nota oficial será distribuída à mídia." O caso do 'bacalhau mal-intencionado' No início do mês, o empresário Mário Frering e a mulher, Paula; Wilma Lerner e seu genro, Leon Goldberg, disseram ter sido internados depois de comer bacalhau no restaurante Antiquarius, segundo noticiou o colunista Ancelmo Gois, no jornal O Globo. Eles queriam que o restaurante pagasse as contas dos hospitais. Já o advogado do Antiquarius, Sérgio Bermudes, rechaçou a possibilidade de intoxicação e disse que, para algo assim acontecer por lá, "o bacalhau já tem de sair da água mal-intencionado". Segundo Bermudes, na noite em que o grupo jantou no restaurante foram servidos 71 pratos de bacalhau, sendo 20 à moda Antiquarius, do tipo servido aos quatro demandantes. Ninguém teria procurado a casa para relatar qualquer problema. - O restaurante existe há 30 anos e nunca recebeu queixa dessa natureza. Num juízo de probabilidade, eles devem ter comido alguma outra coisa, não no restaurante, talvez uma empada ou um pedaço de salsicha em algum lugar. fonte: http://oglobo.globo.com/rio/mat/2007/08/27/297442821.asp (in)Felizmente não foi em Copacabana que aconteceu, até porque a turma aqui gosta muito da casa e lamenta muito isto. Sou testemunha ocular, e o vaso sanitário lá de casa está de prova, que nunca passamos mal com nada que comemos no Bel, um apelido carinhoso que nós e muitos frequentadores adotamos. Até porque, vejam vocês:
Não vamos muito lá para comer. Enquanto o chopp estiver na validade vamos que vamos!!!! e comentários... 13.8.07
Por que toda pastelaria tem um japonês do outro lado do balcão? A Miss Japão sofreu um acidente e a nossa mineirinha assumiu o cargo de Miss Universo. Foi mais ou menos assim que o dia começou, um sonho maluco de uma vitória tupiniquim sobre a desgraça alheia. Um bando de motociclistas bêbados julgariam melhor aquele concurso, nunca deixaram Angola de fora. Na verdade deixaram ela e todas as outras candidatas com tudo de fora, afinal de contas estamos falando de mulher, não de biquinis ou vestidos de gala. A primeira parte é completamente descartável, ninguém quer ver trajes típicos. Façamos uma prova de "pegar cerveja na geladeira na gaveta de baixo", a melhor traria ela gelada e com os faróis acesos, sem derramar nada. Outra prova, "camisetas molhadas"! A japonesa não ia ganhar essa nem fudendo! Talvez a tcheca ganharia, porque cara de vagabunda tinha. Boicote ao sushi! E eram coisa de 2:30h da matina e pensava já ser a hora de levantar. Ledo engano, era só uma vontade imensa de ir ao banheiro. Por pouco sua bunda não chega a tempo no trono. Nunca mais come uma caixa de Bis antes de dormir, se bem que aquele monte de picanha do pedido da Parmê teve sua parcela de culpa. - Você não pára quieto! Deita e dorme, humpf! Resmunga qualquer coisa de volta e ela volta a dormir. Volta para cama depois de destruir parte da camada de ozônio e curte menos de quatro horas de sono. Não tirava da cabeça a idéia de refazer as provas do concurso, talvez a brasileira não chegasse a segundo lugar. - Tenha um bom dia querida. - MLLHMWTRRR... - Também te amo. O gato já não estava mais sobre a cama, a casa ainda não tinha acordado por completo mas já havia café pronto, frio, a garrafa térmica é uma peça de decoração incompreendida pela empregada. Ontem acabou o sal, nem ligou. - Por favor, gostaria de pedir um táxi. - Para agora, senhor? - (Não! Para o Natal!!) Sim, para agora. Já quase perdendo a hora pega o táxi rumo a São Januário, pega um belo trânsito até o Santa Bárbara, desiste de comer algo no caminho e não discute sobre futebol, mulher ou a porcaria do clima com o taxista. Ambos calados, para felicidade dos dois. Nada pior do que muito papo pela manhã. - Aprovado! Pode rodar. - Cliente vai gostar? - Vai, já avisamos a ele como ficaria. - Sem problema então. Aquela chuva marota já havia cessado, ia para o escritório de ônibus mesmo, já gastava táxi demais por conta do trabalho e não custava nada caminhar um pouco. Precisa até correr mais e dia desses ia precisar mesmo voltar ao bom hábito de fazer exercícios mais de três vezes por semana, se quisesse passar dos cinquenta sem nenhuma seqüela vascular. Fez muito bem em não arriscar em nenhum salgado da Rua São Januário, era guloso mas não era suicida. Não naquela manhã. - Moço? Tem um trocado? - Tenho. Óculos escuros! Óculos escuros! Começa a sair uma ameaça de sol. Depois de uma hora de meia entre São Cristóvão, Rebouças, Lagoa e Leblon acorda sem nenhuma baba no canto da boca, menos pessoas ao seu redor e com o Ipod desligado. Roncou muito, com certeza. Desce ali perto do Shopping Leblon, começa o desfile de algumas beldades a caminho das lojas da região e dondocas com seus cachorrinhos fofinhos. Nada mudou, metade foi preso e outra ainda está solta em todos os jornais. Um terço vai sair daqui a pouco de qualquer jeito. Procura alguma birosca descente para comer algo. Um dona matrona tossindo muito vai de um lado ao outro do balcão atendendo alguns clientes que pareciam estar ali todas as manhãs. É claro que seria o último a conseguir seu pedido satisfeito. Desiste do pão na chapa e tão pouco do mixto quente. - Por favor, um joelho e uma Coca. - Joelho? - Joelho. Depois de atender outros dois clientes. - Já vou trazer! Dois chocolates quentes e queijo quente depois. - O que mais? - Uma Coca... Três tossidas depois e depois do último espirro se dá conta que este foi o pior joelho que já comeu. - Japão? Onde já se viu um negócio desses? Ainda bem que o dia está só começando. e comentários... 8.8.07
Pensou no caminho parar na Menescal para comer um kibe ou uma esfirra, fazia muito tempo que não degustava da farta comida árabe bem no meio de Copacabana. Morava ali na esquina da Santa Clara com a Barata Ribeiro, todo sábado de manhã pulava da cama cedo para pegar a primeira bandeja dos salgados que fazem até hoje no Balbek. Enfim, chegando no ônibus da Integração, parando na estação Siqueira Campos, viu a hora e percebeu ser muito tarde para a Galeria Menescal ficar aberta. Sabia da janta em casa, mas precisava matar não a fome, mas uma saudade que só havia ali, onde morou tantos anos.
Muita coisa mudou desde então. Hoje está casado, ainda não tem nem pretende mais ter filhos, possui um emprego melhor, engordou uns quinze quilos e resolveu a cerca de três anos jogar em um time de rugby que treina duas vezes por semana ali na praia.Todos os dias tem que enfrentar a Barata Ribeiro congestionada para chegar no trabalho. Poderia até ir pela Lagoa tomando outra linha de ônibus, mas acaba fazendo este trajeto diariamente, sem hesitar. Engraçado como quanto mais nos afastamos de casa mais falta sentimos dela. Era um solitário, quase um eremita burguês da cidade grande. A diversão era amizades voláteis, jornaleiros, porteiros, putas, vizinhos, policiais e um mendigo que sempre dormia ali por perto e acabava ficando no mesmo caminho para quando ele tomasse o ônibus para o trabalho. Continua a pé, tem lido muito mais, ama sua esposa, sente a mesma falta da família, tem mais amigos, fica mais em casa, bebe mais, dorme menos, quer emagrecer, tem um bicho de estimação depois de anos, deixou a barba crescer, ri menos da vida mas nem por isso deixa de sorrir, cada vez que passa por Copacabana. e comentários... |